segunda-feira, 25 de abril de 2011

Flores de nossa horta

Quando vi as abelhas e os Beija-Flores em nossa horta, 
percebi que ela se enfeita de flores...

Flor de Quiabo

Flor de Boldo

 Flor de pepino

Flor de Jiló

Flor de Manjericão

domingo, 24 de abril de 2011

Mensagem de páscoa

No Getsemani, pouco antes de sua prisão, Cristo sentiu um dos sentimentos humanos mais profundos: a solidão. A solidão diante da morte que se aproxima, a angústia humana diante do insondável. A solidão se torna ainda mais dramática quando os amigos mais próximos, Pedro, Thiago e João, adormecem sem consciência e sem empatia com a dor e o sofrimento. "Nem uma hora pudestes velar comigo?!" A solidão é sempre maior e mais dolorida sem os amigos...

No Domingo, a ressurreição, a vitória sobre a morte. A autoridade para o predito pelo profeta no Apocalipse: "E Ele lhes enxugará dos olhos toda a lágrima e a morte não mais existirá".

O Cristianismo é a religião de um sepulcro vazio.

Paulo nos ensina em sua carta aos Coríntios que mais de 500 pessoas foram testemunhas de sua ressurreição. A posse de Dilma não teve tantas testemunhas oculares... Mistério e desafio de fé.

Para aqueles que ainda não crêem, segue a ardente insinuação do Cristianismo: a vida não se interrompe com a morte.

Feliz páscoa a todos!

sábado, 23 de abril de 2011

Meu muro de Berlim

Queda do Muro de Berlim,em 9 de novembro de 1989

"É preciso sentir tristeza sem odiar" - Hebert Luthy citado por Fritz Stern.

"A verdade histórica torna a reconciliação possível" - Fritz Stern.

Comecei a ler o livro "O Mundo Alemão de Einstein" pelo seu último capítulo "Pátrias perdidas: a reconciliação entre Alemanha e Polônia". Por tudo que já li sobre a vida de Einstein, muito de seu contexto histórico e a relação com o desenvolvimento de seu pensamento científico não me são desconhecidos. Assim, iniciei lendo o discurso histórico de Stern num Seminário em Berlim, em 1995, sobre o exílio polonês e alemão nos séculos de guerra entre os dois países. Da ocupação alemã, a Revolta do Gueto de Varsóvia se tornou um ícone da indignação humana contra a opressão.

Aplicando à minha própria vida, me sinto um exilado da própria cidade onde nasci em pleno sentido. Pois o que se perde no exílio, em primeira instância, é o lar e o sustento. Foi o que perdi.

Não sei se estou pronto para perdoar. Mas, sinto conforto nas palavras de Fritz Stern. Somente a verdade torna a reconciliação possível. Feliz em meu exílio, quem sabe se o reestabelecimento da verdade não me encontre mais livre para o perdão?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A maior lição da Alemanha no Século XX


Recebi um presente de aniversário antecipado de minha querida irmã Míriam Leitão: o livro "O Mundo Alemão de Einstein", do historiador Fritz Stern.

Nesta manhã de sexta-feira de páscoa, uma leitura que me faz  meditar sobre a grandeza e a tragédia deste país que eu amo, a Alemanha. O século XX "poderia ter sido o século da Alemanha", comentou o filósofo judeu francês Raymond Aron a Fritz Stern certa vez. O livro nos permite vislumbrar por que não o foi!

Impressionante é uma frase no final  do prefácio:

"Nenhum país, nenhuma sociedade está protegida dos males que a passividade  de cidadãos decentes pode ocasionar. Essa é uma lição alemã do século XX - para todos nós".


Max Planck - formulou a hipótese quântica; Max von Laue - descobriu a difração de raio-X que permitiu a análise de estruturas moleculares e, muito tempo depois, a descoberta da estrutura do DNA; Otto Hahn - descobriu a fissão nuclear, base do uso da energia nuclear e, Werner Heisenberg, criou a Mecânica Quântica com a sua famosa abordagem matricial e seu princípio da incerteza de Heisenberg. Todos eles físicos brilhantes. Todos ganhadores do Prêmio Nobel mas... todos apoiaram de forma passiva ou ativa a catástrofe do nazismo alemão. Hahn e Heisenberg trabalharam ativamente no desenvolvimento da bomba atômica alemã que, se tivesse ficado pronta a tempo, poderia ter mudado o curso da história.

Será que alguma vez aprenderemos esta lição? A verdadeira catástrofe alemã no século XX foi a passividade e a omissão de suas mentes mais esclarecidas.

No Brasil hoje, motivos para indignação não faltam. Basta olhar ao lado!

Feliz Páscoa a todos.

PS.: Quando morei na Alemanha, entre 84 e 88, descobri uma Alemanha que decidiu discutir o seu passado. A visão sem rodeios da tragédia alemã é ensinada na escola, " para que nunca mais aconteça".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Expansão das Universidade Federais: a questão da gestão

video
Vídeo Revolta Democrática do Blog dos alunos de Eng. Química CAP-UFSJ:  http://deqcap.blogspot.com/

Estudantes de Engenharia Civil da Universidade Federal de São João del Rey, Campus Alto Paraopeba, fizeram uma manifestação pedindo Laboratórios Didáticos e garantias de formação profissional de qualidade! Não é um caso isolado. Fatos que estávamos acostumados a ver acontecendo com as instituições privadas, agora atingem as  Universidades Federais.

A dramática expansão do ensino superior público do Governo Lula cobra a sua conta. Algumas considerações sobre o problema.

Estava errado o governo Fernando Henrique Cardoso em "congelar" os investimentos no Ensino Superior por 10 anos como fez! A desculpa de aplicar melhor em educação básica não cola. Tem de haver aumento real  de investimentos em educação. Nenhum País sobrevive a tamanha desmotivação dos professores e pesquisadores com a política que o PSDB implementou na época. Sou um caso vivo: Pedi demissão da UFMG após anos de frustração com a política do Paulo Renato, Ministro da Educação da época.

Mas está errada também a política de expansão desmensurada implantada pelo governo Lula. Ela pode levar à deteriorização da qualidade do ensino por carência de pessoal e de infraestrutura. Alguns reflexos isolados estão no cotidiano de nossas universidades:

1) 40% dos concursos para professor da UFLA no ano passado tiveram de se repetir por falta de candidatos aprovados;

2) A manifestação em Ouro Branco (Campus Alto Paraopeba - UFSJ) ocorre pela falta de infra-estrutura de laboratórios de ensino;

3) Os alunos de Física da UFLA têm aula de Laboratório de Física IV em São João del Rey por que a Reitoria não comprou a lista de equipamentos apresentada em setembro de 2009;

4) Em Lavras, onde o curso de Física da UFLA não preenche todas as vagas, a UFJF tem um polo UAB cque oferece curso de Física a distância, que também não preenche suas vagas!

O correto é um ponto de equilíbrio, uma expansão dentro de um rítmo adequado,  que mantenha a motivação da Universidade sem sufocá-la com uma expansão para a qual ela não tem fôlego!

Espero que  o governo Dilma encontre o equilíbrio!